sábado, 2 de março de 2013

Anti social e Misantropia

Já faz muito tempo que não atualizo o blog. Até faz falta, mas na maioria das vezes eu não sei o que escrever ou sobre o que escrever. Quando me interesso por algo, ao começar a resenha, sinto que está faltando algo, que não está completo e ai por fim acabo desistindo.
Estava interessada em escrever sobre o anti social, o que leva as pessoas a se tornarem anti sociais, se é por opção ou necessidade. E pesquisando mais a fundo, percebi um erro comum na sociedade.
O comportamento anti social é "caracterizado pelo desprezo ou transgressão das normas da sociedade, frequentemente associado a um comportamento ilegal." Ou seja, ele não é só caracterizado como uma aversão ao convívio social, mas também como psicopatia ou sociopatia. O indivíduo anti social tende a possuir um histórico de crimes sérios como homicídios, furtos e vandalismo à infrações mais leves como críticas cruéis, bullying, sadismo e desrespeitar privacidade entre outros.
Portanto o anti social se aplica a atitudes agressivas contrárias e prejudiciais à sociedade e não a inibições ou preferências pessoais.
Agora o que achávamos ser anti social na verdade se chama misantropia
Misantropia é uma pessoa que também tem aversão ao convívio social, são pessoas introvertidas, tímidas e reservadas. Em geral, expressam uma antipatia para com a sociedade, mas geralmente tem relações normais com indivíduos específicos como familiares, amigos próximos e companheiros, é precisamente por esse motivo que é habitual serem poucos as pessoas que estabelecem um vínculo afetivo.
Os misantropos não gostam de grandes agitações ao seu redor por não se sentirem bem diante de muitas pessoas, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta. Possuem frequentes mudanças de humor: ora feliz, ora melancólico.
Esse comportamento pode ser motivada por sentimentos de isolamento ou alienação social, ou simplesmente desprezo pelas características da sociedade, o que ultimamente tem sido a explicação mais consistente para a aversão social.


terça-feira, 20 de março de 2012

Futilidade e Intelectualidade





Adquirir informações úteis ou inúteis é uma escolha que vai de cada um. Decidir-se absorver coisas banais, e se interessar pelo mesmo, achando que está alimentando sua 'intelectualidade', é um pensamento fútil.
Ou estar sempre buscando coisas novas, e informações que irá lhe trazer benefícios futuros, isso sim é estar realmente alimentando sua intelectualidade.
No mundo existem pessoas e pessoas, aquelas que estão sempre atualizadas com as notícias do mundo, da economia, informações que lhe trarão algum bem futuramente. E há aquelas pessoas que se interessam por novelas, programas humoristas que ridicularizam pessoas, por fofocas e vidas alheias, e programas onde o foco central é apresentar mulheres bonitas com a bunda de fora.
Infelizmente no Brasil, a grande maioria se interessa por banalidades. Notamos que a população brasileira está presa nos aptos da mídia, que os alienam com programações fúteis, tanto que, não encontramos mais programas educativos, programas com notícias úteis,
e não com uma manchete de primeira página dizendo "Keira Knightley, de 'Piratas do Caribe', dá dentada em lanche do namorado."
Mas e quanto aos noticiários, isso não seria uma programação útil?
Seria se a notícia não fosse sobre "A Luiza voltou do Canadá", "Falsa grávida de quadrigêmeos", "Sheila Hershey tem o maior silicone do mundo".
Acreditar que esses tipos de informações irá lhe trazer algum bem futuro é idiotice. Não se arruma emprego com informações do tipo "Teresa Cristina tenta matar Patrícia", não se sobe de cargo com "Ex-BBB Renata se reúne com 'Playboy' para negociar contrato de ensaio", não se ganha diploma com "Fael e João Carvalho disputam paredão". Percebemos que o conteúdo da mídia brasileira está decaindo, programações banais tornando pessoas banais, com a mente pobre de informações, de conteúdo. E talvez nunca descobriremos se a mídia oferece esses tipos de conteúdo de propósito, para aprisionar o público brasileiro, ou se realmente é porque não há o que oferecer de melhor, e isso significaria que a mídia faz parte daquela grande porcentagem da população que não ajuda o Brasil a crescer.

Ser intelectual não quer dizer ser um gênio descobridor da cura do câncer, mas sim, aquela pessoa que reflete suas idéias, que racionaliza, tem a mente aberta, que serve de influência às outras pessoas. O intelectual escolhe bem as informações que vai adquirir e usar, acumula tudo que acha necessário, interessante e produtivo.
O Brasil não irá para frente se a grande maioria da população continuar sendo fúteis, o Brasil não crescerá se a maioria continuar achando que assistir BBB é cultura, e muito menos se tornará um país de primeiro mundo se a maioria acha o Tiririca um bom candidato à prefeito de São Paulo. 
(afinal de contas já o elegeram como deputado)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Liberdade de Expressão ou Piada de Péssimo Gosto?


"Quando a piada se sustenta sobre preconceitos ou grosserias gratuitas, o resultado é sempre constrangedor e ofensivo." Veja São Paulo

Fazer piadas sem considerar a invasão de espaço alheio, nem sempre gera um bom resultado. Entretanto para algumas pessoas, dizer o que quer, significa ter "liberdade de expressão".
Para o Rafinha Bastos, foi mesmo uma piada de péssimo gosto ou simplesmente ele está usufruindo a liberdade de expressão?
Ultimamente, Rafinha Bastos, humorista e apresentador, tem se portado com piadas e comentários cada vez mais sem graças e grotescas.
Em seu show de stand-up, a 'piada' do humorista foi a seguinte: "toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c... Tá reclamando do quê? Deveria dar graças à Deus" E completou: "o homem que cometeu o ato merecia um abraço, e não cadeia".
E para completar, o humorista disse no programa CQC, ao vivo na Band, um comentário referente à Wanessa Camargo, grávida de 7 meses: "Comeria ela e o bebê. Tô nem aí."
Após o incidente, foi afastado do programa, e até então, seu contrato com a emissora iria ser cancelado, entretanto, tudo indica que ele ficará até o fim de seu contrato em 2013, mas não continuará à fazer parte da bancada no programa CQC.
O humorista Rafinha Bastos, já é conhecido pelo Brasil todo, se não pelo mundo. Tem uma alta audiência tanto no programa CQC, como no programa A Liga, na Band. Seus stand-ups lotam os teatros, e já viajou pelo Brasil todo se apresentando. Tem mais de 3 milhões de seguidores no Twitter e sem contar que foi apontando como o homem mais influente do mundo pelo jornal americano "The New York Times".
Ao que tudo indica, é que toda essa popularidade sobre o humorista, afetou também o seu ego e o seu discernimento do certo e errado, como se ele tivesse autoridade e direito de dizer e fazer o que bem entendesse, independente se isso fosse inconveniente para outros ou não.
Toda essa percussão sobre o humorista gera polêmica pois para uns, foi uma piada de mau gosto, e para outros, ele apenas usufruiu da sua liberdade de expressão.
Mas até que ponto uma piada se torna "de mau-gosto"? Até onde vai a sua liberdade de expressão? Talvez não exista uma regra para isso, mas existe o que chamamos de "bom senso"; uma piada credibilizada em discriminação, apologia e tragédia de uma pessoa, não tem graça; ou pelo menos não deveria haver.
É de bom costume se entender que o nosso espaço acaba quando invadimos o espaço alheio.
Ninguém gosta de invasão de espaço, e deveria ser aí onde a liberdade termina. Então podemos mesmo dizer que foi apenas liberdade de expressão?
Mesmo que cada um tenha sua própria opinião sobre esse fato, temos que concordar que tudo há limites, como também há para a liberdade de expressar. Certas coisas deveriam ser guardadas para si. Só porque ele é humorista, não significa que ele pode dizer qualquer coisa, principalmente em rede nacional.
Se ele acha que esses tipos de comentários são engraçados, então ele está no programa errado, mude para o "Pânico", onde todos os apresentadores ridicularizam as pessoas publicamente, e acham isso engraçado.
Mesmo que o caso seja bastante polêmico, particularmente, acho exagerado toda essa atenção que a mídia está exercendo sobre ele. Há tanto assunto melhor para a mídia correr atrás, e inescrupulosamente, estão em cima de Rafinha Bastos, como urubu em cima de carne podre. Estão julgando todas as suas piadas e seus comentários, como se realmente quisessem rebaixar sua reputação.
Simplesmente desnecessário.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Bater é educar?


Após ser imposta a mais recente lei, onde proíbe quaisquer tipo de agressão física dos pais perante aos filhos, vem surgindo um grande conflito na sociedade onde um lado diz que educar não é bater e o outro diz que é necessário bater para educar.
Para psicólogos, educadores, profissionais na área e aparentemente certos políticos que propuseram a lei, incluindo o ex-presidente Lula, acreditam e afirmam que bater não é educar, não disciplina os filhos, bater só agrega a criança ou o adolescente à violência. Para eles, pessoas violentas são violentas porque tiveram violência em casa. Desse modo querem acabar com qualquer tipo de agressão que possa gerar futuramente algum distúrbio violento na criança ou adolescente.
Por outro lado, aqueles que são contra a lei, afirmam que às vezes é necessário umas palmadas ou tapinhas nos filhos para educar, já que na maioria das vezes falar não adianta. O que irrita na maioria daqueles que não são à favor da lei, é o governo agora se intrometendo em como os pais devem educar seus filhos. Há tantas leis para serem criadas, melhoradas, há tantos estupradores nas ruas, homicidas, assaltantes, pedófilos e eles se preocupando se os pais devem ou não bater nos filhos.
Quem nunca teve vontade de dar umas palmadas em certas crianças que atire a primeira pedra, por que sinceramente, tem crianças que merecem, não escutam os pais, não dão a mínima para o que estão falando. Os pais falam, falam e falam mas os filhos não obedecem, chegam a falar pela 10ª vez e nada dos filhos darem ouvidos, e na maioria das vezes, esses filhos, xingam os pais, gritam, saem chutando tudo, desobedecem, respondem e chegam até à baterem nos pais. O que é mais absurdo? Ver um pai batendo no filho ou um filho batendo no pai? Para não chegar à esse ponto, damos palmadas para não desobedecerem mais, caso contrário, estaremos vendo muito filho por ai matando os pais, só porque ele não deixou ficar acordado até mais tarde, ou porque não aprovou o namorado e ameaçou à cortar a herança.
Mas também é necessário diferenciar certas coisas, dar umas palmadas tudo bem, agora espancar está totalmente errado, espancando o filho é claro que ele irá crescer com algum distúrbio mental ou violento como dizem.
Agora com essa lei, como irão crescer nossos filhos nesse país? Já vi casos de filhos ameaçarem os pais de denunciá-los, é isso que queremos para o nosso país? Filhos ameaçando os pais? Em que ponto chegamos? E no mundo em que vivemos hoje, não duvido muito de que apareçam crianças denunciando os pais por pura birra, acha que se livrando dos pais será fácil, conseguirá tudo o que quiser, mas quero ver quando a situação se inverter, quando for necessário tirar o filho dos pais. Como o caso do garoto que retirou a denuncia quando soube que seria tirado da mãe, no final confessou que mentiu porque ficou até tarde na rua e não queria chegar em casa e levar bronca da mãe. Por favor, se um garoto de 7 anos fez isso, imaginem um adolescente de 15 anos? Onde tudo conspira para ele, onde ele é tudo do contra.
E o pior de tudo é saber que não poderemos colocar sequer um dedo no filho sendo que enquanto ele tiver menos de 18 anos, qualquer besteira que fizer, quem responde é o pai.
Hoje conheço pessoas que agradecem por terem apanhado dos pais, pois foi graças ao chinelo que eles são hoje o que são, educados, obediente aos pais e se dão o respeito. Enquanto que aqueles que nunca levaram uma palmada hoje não se dão o mínimo de respeito. Acham que podem fazer tudo, respondem e xingam os pais, só falta bater, tudo isso porque os pais não lhe impuseram uma punição mais dura quando pequeno.
Por fim, não estamos falando de violência, mas sim de correção, dar umas palmadas não é violência, acha que os pais gostam de baterem em seus filhos? Pode ser dolorido para quem apanha, mas muito mais para quem o faz, e que só o está fazendo para o bem dele. Eu sou mãe, e sei o que estou dizendo. Não vou deixar de dar umas palmadas no meu filho, mas também não vou ficar espancando ele. Às vezes, uns puxões de orelha é necessário à não deixar seu filho crescer um mal educado desobediente. Afinal de contas, não coloquei filho no mundo para me responder e levantar a mão para mim.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo


Passagem de ano é sempre comemorativo e animado, na expectativa de que o novo ano seja tudo de melhor. Sempre desejando mais saúde, paz, alegria, felicidade e muito dinheiro no bolso.
Festejamos com amigos, familiares, em shows de virada, em festas do conhecido do amigo, para alguns pode ser trabalhando, ou sozinho, e independendo em qual seja o lugar ou a companhia, sempre nos marca com algo especial.
O novo ano tem que ser especial, melhor do que o ano que passou, por isso, fazemos promessas, pulamos as sete ondas, fazemos simpatias, de tudo para que tudo seja do bom e do melhor.
E a cada ano que passa percebemos o quanto o tempo está se passando, e no quanto devemos aproveitar mais cada instante de nossa vida, porque hoje podemos estar comemorando a virada do ano, mas amanhã já estaremos no Natal novamente.
Os dias demoram muito para se passar, mas os anos passam voando.
Aproveite cada instante que tem. Faça do seu ano o melhor ano daquele que passou, seja diferente, mude, invente, crie modas, perca a vergonha, faça aquilo que sempre teve vontade de fazer, seja inusitado.
Faça da sua virada inesquecível, e torne o resto do ano os melhores dias da sua vida. Afinal de conta, cada dia deve ser vivido como se fosse o único.
Feliz ano novo para todos, desejo um ótimo ano para todos vocês, que seus desejos e sonhos sejam realizados e que todos tenham muito dinheiro no bolso.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Aumento Salarial: Deputados 61% X -10% Povo Brasileiro


E para terminar o ano com chave de ouro, nada mais faltava do que os próprios deputados aprovarem o reajuste dos próprios salários. O reajuste foi de 61,8% dos salários dos deputados, senadores e ministros, ou seja, o salário dos parlamentares sobe de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil e os deputados estaduais podem elevar seus salários até R$ 20 mil.
Diferente do presidente da República e o vice, o aumento foi de 133,9%, sendo o salário atual de R$ 11,4 mil.
O que causa tanta revolta no povo brasileiro é que o salário mínimo continua sendo de R$ 510 reais, e para conseguir aumentar R$ 2 reais que seja é um sacrifício. Propuseram que aumentassem o salário mínimo para R$ 580 reais, e a resposta do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi foi "É difícil fixar o mínimo em R$ 580, porque não tem orçamento". Enquanto isso 'tentarão' manter a proposta para fixar o salário mínimo em R$ 540 reais.
Para aumentar o salário mínimo não tem orçamento, sendo que nem chega a ser 20% do aumento proposto, enquanto que para deputados, orçamento tem, e com um reajuste de 61%.
E o que mais nos deixa indignados é por eles nem precisarem do próprio salário, porque é com o dinheiro público que eles mantém suas casas, viagens, supostos empregados, seus ternos, carros, enfim, eles nem precisam colocar a mão no seu salário para algum gasto.
E mesmo assim, ainda aparecem com dinheiro na cueca.
Então não é desculpa dizer que R$ 12 mil é pouco para um deputado, já que para manter tudo na sua vidinha de rico é pago com o dinheiro público. Isso sem falar que eles mal trabalham, é necessário comparecer pelo menos duas vezes por semana no Congresso, mas a maioria ficam sem aparecer a semana inteira. Contratam supostos funcionários para desviarem o salário que em tese teria que ser pago para o 'funcionário'. Eles não tem mais da onde tirar dinheiro e inventam de aumentar o próprio salário. Para continuarem a fazer o que? Nada.
Dito isso, alguns senadores e deputados deram sua opinião em relação ao aumento do próprio salário. O senador Raimundo Colombo (DEM) disse: "Tem que acabar com esta farsa e dar o mesmo salário para todos. Equiparar e cortar os penduricalhos que os senadores recebem. A votação foi simbólica, mas concordo."
Que tal dar o mesmo salário para todos os trabalhadores brasileiros? Acho justo que nós, trabalhadores esforçados brasileiros, que temos que, às vezes, trabalhar até 10 horas por dia durante 7 dias da semana, ganhar um salário justo, afinal de contas, temos que trabalhar senão não recebemos, diferente de muitos deputados.
Já o deputado Mauro Mariani (PMDB) disse: "Tenta-se colocar na cabeça do povo de que o político não trabalha. Mas qualquer diretor de empresa ganha mais do que nós. Há um conceito errado sobre a nossa atividade."
Porque um diretor de empresa REALMENTE trabalha, diferente de um deputado, que tem muito tempo de sobra para encher as cuecas de dinheiro.
Por fim um outro deputado, João Pizzolatti (PP), disse "Não é importante saber se deputado é favorável ao aumento. O importante é que a sociedade tenha acesso para saber quanto acha que um político deve receber."
É claro que o problema não é se nós temos acesso ou não de quanto um político recebe, o verdadeiro problema é não sermos nós a decidir o quanto eles deveriam mesmo receber.
Ao invés de ficarem aprovando o reajuste do próprio salário, por que não aprovam leis que realmente deveriam ter? Como por exemplo mandarem prender políticos corruptos, mas prender mesmo, por no mínimo uns 10 anos. Que obriguem que políticos e filhos de políticos freqüentem escolas, transporte e saúde pública. Ou algo mais rigoroso como penas maiores, rígidas e sem condicional para homicidas, estupradores e pedófilos.
Esta mais que na hora do povo brasileiro erguer seus braços e dizer NÃO ao aumento do salário dos políticos. Não enquanto o salário do povo brasileiro continuar uma miséria, o transporte público continuar aumentando de preço e a saúde e a educação continuarem precárias.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Promessas de Fim de Ano


Restando 20 dias para terminar o ano, percebemos que mais um ano se passou, e como passou. Paramos para pensar em tudo aquilo que fizemos durante o ano todo, nos ganhos e perdas, sucessos e fracassos, nas risadas e nas lágrimas, nos erros e nos acertos, e nos prontificamos para que no novo ano façamos diferente e melhor.
Fazemos promessas, dizemos que iremos ser melhores com as pessoas, que nos esforçaremos mais, atingiremos nossas metas e objetivos, que seremos mais presente com nossa família, com nossos filhos, que estudaremos mais para passar na faculdade, que trabalharemos mais para conseguir subir de cargo, receber um salário melhor, escolher melhor nossos amigos, as pessoas com quem convivemos, mas ai se passa mais um ano, percebemos que não cumprimos nada daquilo que dissemos e acabamos prometendo cumprir tudo aquilo novamente assim que o novo ano chegar.
Fim de ano é tempo para as pessoas pensarem mais em si mesmas, se perdoar e perdoar aos outros, é tempo de mudar nossos corações, época onde a fraternidade enche nossos corações.
Mas só essa época, depois que tudo passa, as pessoas voltam a não olhar na cara daquele colega que não lhe convém, voltam à falar mal do fulano que foi à sua festa natalina sem presente, ou daquele que comeu quase toda a comida da ceia, aquela que se vestiu totalmente vulgar num ambiente familiar. E mais uma vez voltam a ter o mesmo ano de todos os anos, sem ao menos se esforçar para mudar alguma coisa.
Às vezes, toda essa coisa natalina acaba virando uma grande hipocrisia na sociedade. Diz que todos são amigos, abraça todo mundo, até desconhecidos, faz doações, e diz "Bom dia", "Boa tarde", "Boa noite, Feliz Natal!" para quem passa na rua.
Mas isso tudo muda no ano seguinte, voltamos a correria de sempre, na rotina de sempre, nos amarguramos e sem perceber tornamos novamente aquela pessoa sem vida, sem amor próprio, desanimada e desacreditada. Até chegar o final do ano, onde paramos e pensamos, de novo, em tudo aquilo que fizemos durante o ano todo. E no final das contas tudo isso acaba virando um círculo vicioso.
Mas a questão de tudo isso não é o fim de ano ser um tempo de reflexão, reparo e perdão, ou o fato de que todos encham o coração de compaixão e resolvem ajudar tudo e todos, mas ao fato de prometerem mudar e não se esforçarem para que realmente mude. Talvez nem seje a questão de não querer se esforçar, mas ao fato de querer fazer bonito na frente de amigos e familiares, dizendo mudar para melhor, tentando mostrar a pessoa que realmente não é.
Tempo natalino, fim de ano, deve ser um tempo de sinceridade, tempo de ser verdadeiro uns aos outros. Mostrar que se importa com as pessoas realmente, de coração. Momentos de reconciliações verdadeiros, de corpo e alma. E não se fazer daquilo que não é, só porque "É Natal".