
Após ser imposta a mais recente lei, onde proíbe quaisquer tipo de agressão física dos pais perante aos filhos, vem surgindo um grande conflito na sociedade onde um lado diz que educar não é bater e o outro diz que é necessário bater para educar.
Para psicólogos, educadores, profissionais na área e aparentemente certos políticos que propuseram a lei, incluindo o ex-presidente Lula, acreditam e afirmam que bater não é educar, não disciplina os filhos, bater só agrega a criança ou o adolescente à violência. Para eles, pessoas violentas são violentas porque tiveram violência em casa. Desse modo querem acabar com qualquer tipo de agressão que possa gerar futuramente algum distúrbio violento na criança ou adolescente.
Por outro lado, aqueles que são contra a lei, afirmam que às vezes é necessário umas palmadas ou tapinhas nos filhos para educar, já que na maioria das vezes falar não adianta. O que irrita na maioria daqueles que não são à favor da lei, é o governo agora se intrometendo em como os pais devem educar seus filhos. Há tantas leis para serem criadas, melhoradas, há tantos estupradores nas ruas, homicidas, assaltantes, pedófilos e eles se preocupando se os pais devem ou não bater nos filhos.
Quem nunca teve vontade de dar umas palmadas em certas crianças que atire a primeira pedra, por que sinceramente, tem crianças que merecem, não escutam os pais, não dão a mínima para o que estão falando. Os pais falam, falam e falam mas os filhos não obedecem, chegam a falar pela 10ª vez e nada dos filhos darem ouvidos, e na maioria das vezes, esses filhos, xingam os pais, gritam, saem chutando tudo, desobedecem, respondem e chegam até à baterem nos pais. O que é mais absurdo? Ver um pai batendo no filho ou um filho batendo no pai? Para não chegar à esse ponto, damos palmadas para não desobedecerem mais, caso contrário, estaremos vendo muito filho por ai matando os pais, só porque ele não deixou ficar acordado até mais tarde, ou porque não aprovou o namorado e ameaçou à cortar a herança.
Mas também é necessário diferenciar certas coisas, dar umas palmadas tudo bem, agora espancar está totalmente errado, espancando o filho é claro que ele irá crescer com algum distúrbio mental ou violento como dizem.
Agora com essa lei, como irão crescer nossos filhos nesse país? Já vi casos de filhos ameaçarem os pais de denunciá-los, é isso que queremos para o nosso país? Filhos ameaçando os pais? Em que ponto chegamos? E no mundo em que vivemos hoje, não duvido muito de que apareçam crianças denunciando os pais por pura birra, acha que se livrando dos pais será fácil, conseguirá tudo o que quiser, mas quero ver quando a situação se inverter, quando for necessário tirar o filho dos pais. Como o caso do garoto que retirou a denuncia quando soube que seria tirado da mãe, no final confessou que mentiu porque ficou até tarde na rua e não queria chegar em casa e levar bronca da mãe. Por favor, se um garoto de 7 anos fez isso, imaginem um adolescente de 15 anos? Onde tudo conspira para ele, onde ele é tudo do contra.
E o pior de tudo é saber que não poderemos colocar sequer um dedo no filho sendo que enquanto ele tiver menos de 18 anos, qualquer besteira que fizer, quem responde é o pai.
Hoje conheço pessoas que agradecem por terem apanhado dos pais, pois foi graças ao chinelo que eles são hoje o que são, educados, obediente aos pais e se dão o respeito. Enquanto que aqueles que nunca levaram uma palmada hoje não se dão o mínimo de respeito. Acham que podem fazer tudo, respondem e xingam os pais, só falta bater, tudo isso porque os pais não lhe impuseram uma punição mais dura quando pequeno.
Por fim, não estamos falando de violência, mas sim de correção, dar umas palmadas não é violência, acha que os pais gostam de baterem em seus filhos? Pode ser dolorido para quem apanha, mas muito mais para quem o faz, e que só o está fazendo para o bem dele. Eu sou mãe, e sei o que estou dizendo. Não vou deixar de dar umas palmadas no meu filho, mas também não vou ficar espancando ele. Às vezes, uns puxões de orelha é necessário à não deixar seu filho crescer um mal educado desobediente. Afinal de contas, não coloquei filho no mundo para me responder e levantar a mão para mim.

